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O meu cancro


Quinta-feira, 23.02.17

MAIS CASOS DE CANCRO DO CÓLON DEVIDO AO ABANDONO DA DIETA MEDITERRÂNICA

Há mais portugueses com cancro. Segundo os dados do Registo Oncológico Regional do Sul (ROR-Sul). O cancro com maior incidência é o da mama, seguem-se os da próstata e o do cólon - este último foi o que registou a maior subida por causa dos hábitos alimentares. 

O cancro do cólon passou a ser o terceiro com maior incidência na zona sul do país. Entrevistada pela Renascença, a directora do Registo Oncológico Regional do Sul explica que o aumento do cancro no cólon está ligado à mudança dos hábitos alimentares.

“Nós passámos, na década de 80, 90, de uma dieta marcadamente mediterrânica, para uma dieta de alimentos processado, mais alimentos com gorduras animais, mais consumo de mais carne e menos peixe, consumo de menos vegetais e menos frutas frescas”, descreve Ana Miranda.

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por Zé LG às 12:58

Segunda-feira, 06.02.17

Há quatro anos que iniciei "O meu cancro"

Com a criação deste blogue - a que decidi chamar cruamente "o meu cancro" - não pretendo mais do que transmitir pensamentos, reflexões e algumas informações sobre o (meu) cancro, procurando fazê-lo de forma descomplexada, desdramatizada, naturalmente.

E tal como o cancro que me atacou, também este blogue aparece sem estar previsto... Já tinha muito com que me entreter...

Foi com estas palavras que terminei o texto de apresentação deste blogue.

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por Zé LG às 23:40

Sábado, 14.01.17

SOBRINHO SIMÕES ALERTA PARA SOBREDIAGNÓSTICO DE CANCROS MUITO PEQUENOS

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O patologista Sobrinho Simões alertou hoje que se diagnosticam demasiados cancros que se deviam "deixar sossegados", colocando os doentes num ciclo de tratamentos sem benefícios reais, ressalvando que continua a ser essencial o rastreio precoce.
Falando à agência Lusa à margem de uma palestra promovida pelo International Club de Portugal, Manuel Sobrinho Simões afirmou que "a maluqueira quer de doentes quer de alguns médicos é que está a dar mau resultado", sobretudo nos cancros da tiróide, mama e próstata, "de longe os que têm mais sobrediagnóstico".
"Estamos a fazer diagnósticos de cancros muito pequeninos, que não iam dar chatices" porque não conseguiriam desenvolver-se no tempo de vida restante das pessoas, a maior parte delas idosas, salientou. 
Colocando-as no ciclo de tratamentos como a radiologia, os médicos estão, nesses casos, a "desgraçar os doentes", considerou, defendendo que cabe aos médicos serem razoáveis quando as pessoas os procuram para ir numa "caça ao cancro".
Ler todo o artigo AQUI.

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por Zé LG às 15:08

Sábado, 13.02.16

CONTINUA TUDO BEM

Hoje fui fazer mais uma colonoscopia. A proximidade do exame gera sempre alguma ansiedade. Primeiro, pela preparação do exame, depois, pelo exame propriamente dito, que pode gerar algum desconforto e, finalmente, pela expectativa dos resultados.

Felizmente, correu tudo bem. Por distracção na leitura dos preparativos para o exame, até tive um almoço com amigos quando já só devia beber líquidos. No final do exame ainda senti algum mal-estar, rapidamente ultrapassado. E, finalmente e o melhor, os resultados do exame referem que tudo está bem. 

Foi mais um passo na confirmação da eliminação do cancro com a operação, complementada com a quimioterapia.

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por Zé LG às 23:08

Quarta-feira, 27.01.16

JÁ FEZ TRÊS QUE FUI OPERADO AOS INTESTINOS

Fez, no passado dia 24 de Janeiro, três anos que fui submetido a uma intervenção cirúrgica, que me cortou um bocado do cólon que continha um cancro (neoplasia), sob a forma de tumor.

Parece que foi há tanto tempo!... Tenho dificuldade e falta de vontade de me recordar o que foram esses tempos, desde o diagnóstico da doença até à operação e finalmente à quimioterapia preventiva.

Salvo pequenas sequelas da quimioterapia, algumas alterações resultantes daquele corte do intestino e o aumento do "coeficiente de cagaço" sempre que sinto qualquer problema de saúde, parece que nada aconteceu. Levo uma vida normal, sem restrições de qualquer espécie.  

Uma palavra de encorajamento para todos os que se confronta,m com esta maldita doença e a recordação de todos os amigos e conhecidos que não tiveram a mesma sorte que eu.

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por Zé LG às 01:02

Quarta-feira, 21.10.15

O MEU ESTADO

Na Segunda-Feira lá fui fazer mais uma manutenção do catéter à Oncologia. Já tinham passado quatro meses desde a última. Tinham-me dito para ir de dois em dois meses... Mas o que interessa é que estava bem.

A meados de Novembro, tenho a consulta que tinha sido desmarcada com a saída do Dr. Sérgio Barroso. Voltou a ser marcada. Antes vou fazer análises, para que o Médico (não sei quem) possa apreciar os resultados na consulta.

Continuo a sentir-me bem. Mas o "coeficiente de cagaço" mantém-se elevado. Sempre que sinto algum mal-estar fico logo preocupado e receoso. Mas continuo confiante de que tudo tenha passado e que não tenham ficado resquícios.

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por Zé LG às 23:29

Terça-feira, 14.04.15

É POSSÍVEL TER FILHOS DEPOIS DE UM CANCRO

A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução vai lançar uma brochura para médicos e doentes com essa informação.
O cancro está a aumentar e atinge cada vez mais pessoas em idade fértil. A quimio e a radioterapia afectam a fertilidade, mas ter um filho depois de um cancro não é impossível.
A falta de informação é um aliado da infertilidade, diz a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução. Por isso, este organismo elaborou uma brochura para médicos e doentes com essa informação.
O mais frequente na mulher é o cancro da mama e nos homens são os tumores do testículo e os linfomas.
A presidente da Associação de Reprodução reconhece que a situação tende a agravar-se, porque estando a incidência do cancro a aumentar, também está a subir o número de casais que adiam a idade da primeira gravidez. “Temos todas as condições para um aumento do número de pessoas que ainda não tiveram filhos, ou ainda não tiveram todos os filhos que desejam, e que são atingidos por um cancro com a possibilidade de afectar a sua fertilidade”.

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por Zé LG às 23:47

Segunda-feira, 16.03.15

COEFICIENTE DE CAGAÇO AUMENTOU

Constitui lugar comum dizer-se que nada voltará a ser como dantes quando algo de muito grave acontece. É lugar comum mas é também a realidade o que acontece quando se tem um cancro. Exemplifico com o meu caso. Quase não me lembro que fui operado há dois anos para me ser retirado um tumor e que fiz quimioterapia durante seis meses. Mas sempre que sinto qualquer mal estar ou dor, principalmente na barriga, tendo sempre a relacionar isso com o cancro. Será que me livrei mesmo totalmente dele é a dúvida que se me coloca. É por isso que digo que o coeficiente de cagaço aumentou.

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por Zé LG às 23:35

Sexta-feira, 30.01.15

O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU

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por Zé LG às 23:50

Sábado, 24.01.15

FUI OPERADO A UM CANCRO HÁ DOIS ANOS

Fez hoje dois anos que fui operado a um cancro no cólon. A oportunidade com que foi feita a operação terá sido o mais determinante para me salvar. Se tivesse demorado mais e se a doença tivesse avançado mais talvez as coisas não se tivessem passado da mesma maneira.

A intervenção correu bem, apesar de ter sido maior do que a inicialmente esperada, porque a localização do tumor era diferente da diagnosticada.

Dois anos depois, quase não me lembro e parece-me que foi há muito mais tempo. Mas fazendo um esforço de memória lembro-me das dores que senti nessa noite, que quase não me deixaram dormir.

Nessas alturas sentimos como somos insignificantes. Sem praticamentre nada podermos fazer e sem a atenção e o apoio que gostaríamos de sentir e ter. Isto apesar de ter sido sempre bem tratado. Não tem a ver com o apoio profissional mas com as circunstâncias em que nos encontramos e nos sabia bem ter algum mimo... Mas também, nessas alturas, apetece-nos estar sós, quer para descansar, quer para reflectir.

Recordo ainda os dois companheiros de infortúnio, que me ladeavam na enfermaria, mais velhos e em estados bem mais complexos e graves, que já lá estavam e que que por lá continuaram quando tive alta.

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por Zé LG às 23:02


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