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O meu cancro


Quinta-feira, 27.04.17

HÁ DIAS FUI FAZER A MANUTENÇÃO DO CATETER

... que ainda tenho. Fora do prazo indicado, como sempre tem acontecido. Desta vez, já tinham passado cinco meses... Mas não era sobre isso que queria escrever.

Mais uma vez reencontrei a sala onde fiz uma dúzia de tratamentos praticamente cheia. É quase sempre assim que está quando lá volto. Só pela cabeça de gente cretina pode passar a ideia de acabar com este serviço aqui. E só gente muito desumana poderia tomar uma decisão dessas. A proximidade do local de tratamento do local de residência dos doentes e, neste caso particular, a forma como são tratados contribuem significativamente para atenuar o sofrimento dos doentes. Falo por mim, que recebi com um enorme alívio a informação de que podia ser tratado aqui... e dificilmente podia ter sido melhor. Eternamente agradecido.

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por Zé LG às 22:31

Quinta-feira, 27.04.17

OVIBEJA A MEIO DA QUIMIOTERAPIA

A4_concertos.jpg

Foi há quatro anos. E fez-se. Felizmente, hoje é apenas uma memória.

 

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por Zé LG às 15:22

Quarta-feira, 11.01.17

A IMPORTÂNCIA DE TER UMA UNIDADE DE ONCOLOGIA PERTO

Sempre que encontro pessoas que, tal como eu, foram ou são utentes da Unidade de Oncologia do Hospital de Beja, elas referem a importância de serem tratadas ou assistidas perto do local onde residem e a qualidade do serviço ali prestado. É uma opinião generalizada com que concordo em absoluto, tendo em conta a minha experiência pessoal. 

Daí que é sempre com muita preocupação que ouço ou leio notícias ou comentários acerca do eventual encerramento ou degradação dos serviços prestados naquela Unidade. Tendo em conta as características e a envolvente familiar e social das doenças oncológicas, é fácil perceber que é dos serviços hospitalares que mais importa manter.

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por Zé LG às 21:54

Quinta-feira, 22.12.16

"MEDICAMENTOS PARA DOR ONCOLÓGICA PASSAM A TER 90% DE COMPARTICIPAÇÃO"

Os medicamentos para o tratamento da dor oncológica, moderada a forte, vão passar a ter 90% de comparticipação, graças a um regime excecional de comparticipação, publicado hoje em Diário da República.

De acordo com a portaria, é criado um regime excecional de comparticipação nos medicamentos destinados ao tratamento da dor oncológica moderada a forte, que, até agora, estavam incluídos no escalão C do regime geral de ambulatório e tinham uma comparticipação de 37%.

Em causa estão analgésicos estupefacientes, nomeadamente os medicamentos opioides, como Buprenorfina, Fentanilo, Hidromorfa, Tapentadol, Morfina, Oxicodona e Oxicodona+Naxolona, quando receitados para o tratamento da dor oncológica moderada a forte.

No documento está também estabelecido que para o doente ter acesso a esta comparticipação, o médico que prescreve tem de mencionar expressamente a portaria na receita.

A portaria entra em vigor no início de janeiro.

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por Zé LG às 23:17

Quarta-feira, 01.06.16

"TERAPIA DE CANCRO DESCOBERTA EM COIMBRA ESTÁ A REVELAR-SE EFICAZ"

"Vários estudos e experiências provaram a eficácia da molécula Redaporfin" no tratamento de diversos tipos de cancro. Primeiro fármaco português para tratamentos oncológicos poderá estar no mercado "dentro de três a quatro anos".

De acordo com os ensaios realizados, "86% dos ratinhos com tumores diversos que foram tratados com esta tecnologia, seguindo exigentes protocolos de segurança, ficaram curados", salienta a mesma nota, adiantando que "não se observaram efeitos secundários, como acontece com os tratamentos convencionais", como a quimioterapia.

O aspeto mais inovador do tratamento fotodinâmico com Redaporfin reside no facto de "estimular o sistema imunitário do paciente, ou seja, a terapia limita o processo de metastização do tumor", isto é, "o sistema imunitário fica alerta e ativa a proteção antitumoral contra o mesmo tipo de células cancerígenas noutras partes do organismo", conclui Luís Arnaut.

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por Zé LG às 01:00

Sábado, 12.03.16

ESTÓRIAS QUE OIÇO QUANDO VOU À ONCOLOGIA

Nasa Sexta-Feira, fui fazer a manutenção do cateter na Oncologia. Quando me pediram para dizer o nome todo, um doente que estava a fazer quimioterapia chamou-me para me dizer que também é de Selmes e que é neto de um dos homens que foi mais importante para mim na minha infância. Contou-me que morreu há poucos anos em Lisboa. Recordei-o com udade.

Este meu conterrâneo contou-me também que o médico que o seguia há anos não conseguiu diagnosticar-lhe a doença (cancro no baço), o que outro a quem recorreu mais tarde fez de imediato, estranhando a falha do colega. Terá sido a demora no diagnóstico que o levou para o tratamento que está a fazer... Espero que tudo corra bem.

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por Zé LG às 23:44

Quarta-feira, 18.02.15

DOENTE ESTEVE SEIS DIAS NA URGÊNCIA DO HOSPITAL DE BEJA POR FALTA DE CAMAS ONCOLÓGICAS

201502171034161.jpgO caso é denunciado pelos deputados do PCP João Ramos e Carla Cruz, que já questionaram o Governo, através do ministro da Saúde, sobre o sucedido.
O doente idoso com o diagnóstico de doença oncológica deu entrada nas Urgências do hospital bejense a 3 de Fevereiro, sendo que seis dias depois, a 9 de Fevereiro, ainda permanecia nos corredores da urgência.
“Nesse dia foi transferido para o SO do mesmo serviço de Urgência e a informação que é dada aos familiares é que não é internado porque não existem camas de oncologia disponíveis. O doente esteve seis dias no corredor da Urgência, em condições que não são as adequadas. Exemplo disso é que foi transportado para fazer tratamentos em Évora e não os realizou dado o estado de agitação que apresentava”.
A situação, continuam João Ramos e Carla Cruz, surge depois de em Setembro de 2013 o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) ter anunciado a redução de 26 camas no hospital.
In: http://www.correioalentejo.com/?diaria=13208&page_id=36

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por Zé LG às 00:10

Sexta-feira, 09.01.15

FEZ HOJE DOIS ANOS QUE ME FOI DIAGNOSTICADO O CANCRO

Há precisamente dois anos, que a primeira colonoscopia que fiz acusou "Neoplasia (exofítica) no ascendente" do cólon - "Lesão vegetante circunferencial e estonesante de ascendente (?), não ultrapassável".
Para que não subsistissem dúvidas, perguntei, em tom afirmativo, um cancro, não é?
Logo nessa altura fui informado que deveria ser operado o mais depressa possível; que, sendo uma situação grave, não era das mais graves porque não ficaria com saco; e que poderia ter de fazer algum tratamento depois da operação, dependendo dos resultados desta e dos vários exames.
Encarei a situação com naturalidade surpreendente – porque, não tendo encomendado o cancro, tinha agora era de ver se me safava – e concentrei-me no processo que me levaria à operação no mais curto espaço de tempo, para ver se me via livre do “bicho” antes que ele me devorasse. Parece que consegui.

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por Zé LG às 23:58

Sexta-feira, 02.01.15

ALENTEJANA FINANCIADA PELO GOVERNO ALEMÃO PARA INVESTIGAR “AS CARACTERÍSTICAS DO RELÓGIO CIRCADIANO EM DIFERENTES TIPOS DE CÉLULAS TUMORAIS”

10686607_756363211122494_2574765699250241984_n.jpgÂngela Relógio, natural de Ferreira do Alentejo e investigadora na Universidade de Medicina de Berlim, Alemanha, tem vindo a dedicar-se ao estudo do relógio circadiano e recebeu, em 2014, do Ministério Federal da Educação e Investigação da Alemanha um financiamento de 1, 5 milhões de euros para os próximos cinco anos. Um montante que lhe permitirá desenvolver o seu grupo de investigação que irá estudar “as características do relógio circadiano em diferentes tipos de células tumorais”.
O objetivo da investigadora alentejana é “identificar fases específicas, durante a progressão tumoral, onde o relógio escapa ao controle do organismo, o que poderá ter implicações na terapia utilizada”. Assim, como explicou ao “Diário do Alentejo, em setembro, “poder-se-á no futuro avançar mais rapidamente na área da medicina personalizada e eventualmente tratar os pacientes de acordo com o seu relógio biológico”. Este procedimento diminui os “efeitos tóxicos nos tecidos saudáveis de grande parte dos tratamentos quimioterapêuticos e poderá aumentar a sua eficiência em tecidos tumorais”.
O relógio circadiano é uma área de investigação relativamente recente e, segundo Ângela Relógio, “extremamente interessante e onde o nosso conhecimento ainda é muito limitado”. Este relógio genético regula os nossos ciclos de atividade e repouso, mas vai muito além disso, regulando vários processos biológicos a nível fisiológico e molecular.
In: http://da.ambaal.pt/noticias/?id=6984

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por Zé LG às 23:45

Sábado, 09.08.14

A vida continua

Faz hoje um ano que fiz o último tratamento de quimioterapia (http://omeucancro.blogs.sapo.pt/11528.html).

E por cá continuo e quase sem efeitos secundários do tratamento. Do cancro julgo que me vi livre. Pelo menos deste… Sinto-me como se nada tivesse tido.

Infelizmente nem todos os companheiros de infortúnio podem dizer o mesmo. Alguns não podem mesmo dizer nada. Outros continuam a sofrer da doença ou dos efeitos do tratamento. Para eles e as suas famílias (que também sofrem, por vezes até mais que os doentes) vai o meu pensamento.

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por Zé LG às 19:19


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