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O meu cancro

O meu cancro

Acabou!

Terminei hoje o último ciclo da quimioterapia. Tive, finalmente, "ordem de soltura". Até fui tirar o infusor mais cedo (ainda de manhã) do que sempre fiz. Queria ver-me livre daquele "trambolho" quanto antes. Não só por mim, para me sentir solto, mas também pelo meu filho, a quem o dito fazia muita confusão. "Pai, sangue", "pai, tira" eram expressões que me massacravam. Finalmente, livre!

E, desta vez, sem desmaios, como me disse uma enfermeira para eu aqui escrever. Não me esqueci, como pode ver.

Sinto-me, como nas últimas vezes, cansado e com a boca um pouco encortiçada e algum incómodo com as alterações de temperatura. Espero, agora, que estes efeitos, apesar de suportáveis, vão desaparecendo gradual e completamente.

Um obrigado muito especial às enfermeiras e às auxiliares que foram / são inexcedíveis nos esforços que fazem para que nos sintamos bem ou, pelo menos, menos mal. Sem o seu profissionalismo e humanismo certamente que estes tempos, designadamente os dias dos tratamentos, teriam sido muito mais difíceis de suportar. A todas, sem excepção, o meu BEM HAJAM!

Um última palavra de solidariedade e de esperança para todos os companheiros de infortúnio com quem me cruzei para que as "coisas" lhe corram, pelo menos, tão bem como me têm corrido. FORÇA!