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O meu cancro


Quarta-feira, 24.01.18

Foi há cinco anos

... que fui operado. Felizmente que tudo correu bem. Para que tal tenha acontecido, acho que foi determinante a oportunidade do diagnóstico e da cirurgia.

Para todos os que me assistiram fica a minha eterna gratidão.

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por Zé LG às 23:47

Terça-feira, 24.01.17

JÁ PASSARAM QUATRO ANOS

sobre o dia em que “fui submetido a uma intervenção cirúrgica, que me cortou um bocado do cólon que continha um cancro (neoplasia), sob a forma de tumor.

E ainda por cá ando… Parece que o mal foi cortado pela raiz. Pelo menos, os exames que faço regularmente nada têm detectado...

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por Zé LG às 22:00

Domingo, 02.10.16

FORÇA ZÈ!

Esta tarde encontrei um amigo que foi operado,mais ou menos, na altura em que eu fui. Tudo esteve bem até ao início desta semana, quando soube o resultado de um exame mais específico, que aponta para a necessidade de nova cirurgia, que espera seja feita este mês.

Esta é a espada que pende sobre a cabeça de todos os que fomos atacados pelo bicho, mesmo quando tudo parece indicar que foi eliminado e termos ficado bem...

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por Zé LG às 00:19

Sábado, 24.01.15

FUI OPERADO A UM CANCRO HÁ DOIS ANOS

Fez hoje dois anos que fui operado a um cancro no cólon. A oportunidade com que foi feita a operação terá sido o mais determinante para me salvar. Se tivesse demorado mais e se a doença tivesse avançado mais talvez as coisas não se tivessem passado da mesma maneira.

A intervenção correu bem, apesar de ter sido maior do que a inicialmente esperada, porque a localização do tumor era diferente da diagnosticada.

Dois anos depois, quase não me lembro e parece-me que foi há muito mais tempo. Mas fazendo um esforço de memória lembro-me das dores que senti nessa noite, que quase não me deixaram dormir.

Nessas alturas sentimos como somos insignificantes. Sem praticamentre nada podermos fazer e sem a atenção e o apoio que gostaríamos de sentir e ter. Isto apesar de ter sido sempre bem tratado. Não tem a ver com o apoio profissional mas com as circunstâncias em que nos encontramos e nos sabia bem ter algum mimo... Mas também, nessas alturas, apetece-nos estar sós, quer para descansar, quer para reflectir.

Recordo ainda os dois companheiros de infortúnio, que me ladeavam na enfermaria, mais velhos e em estados bem mais complexos e graves, que já lá estavam e que que por lá continuaram quando tive alta.

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por Zé LG às 23:02

Sexta-feira, 10.01.14

Foi assim que soube que tinha um cancro

Neoplasia (exofítica) no ascendente.

Lesão vegetante circunferencial e estenosante de ascendente (?), não ultrapassável - biópsias. Sem outras alterações. Referencio P C. Cirurgia.

 

Foi isto que, fez ontem um ano, a Dr.ª Maria Lopes Salazar escreveu no relatório da colonoscopia que me fez. Acrescentou, depois na conversa que teve comigo, que, independentemente do resultado das biópsias, devia ser operado rapidamente, para evitar o bloqueio do intestino.

Lembro-me do ar incrédulo da médica e da enfermeira perante a calma com que recebi o diagnóstico. Nessa altura a minha única preocupação era o de conseguir ser operado o mais depressa possível, tal como me disseram, para ver se me safava antes que fosse tarde.

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por Zé LG às 00:26

Segunda-feira, 30.12.13

Estava tão diferente…

Quando há um mês me desloquei à unidade de quimioterapia para fazer a manutenção do cateter não reconheci um velo amigo que estava a fazer tratamento. Foi ele que meteu conversa comigo. Estava tão diferente que só quase no fim de uma relativamente longa conversa percebi quem ele era. E isso só aconteceu por uma referência que fez às funções que exerceu numa estrutura oficial. Foi então que olhando-o bem nos olhos vi quem ele era. Estava completamente diferente. Estava animado e confiante. Espero que tenha razão para isso e que o pior já tenha passado.

É verdade que cada caso é um caso, que cada um reage de acordo com um conjunto de especificidades, suas e da doença.

Ter sempre mantido o mesmo aspecto – como todos me referiam e eu verifiquei -, foi certamente uma boa ajuda à forma sempre optimista como enfrentei o meu cancro e lidei com todo o processo desde o diagnóstico, passando pela cirurgia e tratamento de quimioterapia até à “ordem de soltura”. Estou convencido que este já foi.

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por Zé LG às 00:13

Terça-feira, 09.07.13

Há seis meses que me foi diagnoticado o cancro

Há precisamente seis meses que me submeti a uma colonoscopia, de diagnosticou uma neoplasia no cólon ascendente (a localização não era bem esta conforme a cirurgia confirmou, daí a necessidade de um corte maior do que o previsto).

Lembro-me bem de ter recebido a notícia calmanente e de ter tido como preocupação maior conseguir que a operação se realizasse o mais depressa possível, uma vez que me foi dito que era urgente.

Felizmente que a operação se realizou rapidamente, o que certamente contribuiu para que tudo tenha decorrido bem até ao momento.

O que pensei no momemto e que comentei várias vezes depois é que não tinha encomendado um cancro mas, já que me calhou um, o que tinha de fazer é o que tinha de ser feito e esperar que tudo corresse bem, fazendo os possíveis para que isso acontecesse. E é com essa mentalidade que me tenho mantido. Nem por um momento só me passou pela cabeça que que fosse o meu fim. Talvez porque numa me senti muito mal...

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por Zé LG às 23:50

Sexta-feira, 01.03.13

Morreu um companheiro de infortúnio

Manuel Augusto Martins, barbeiro, de 65 anos, natural de Alcaria Ruíva - Mértola, faleceu no dia 28 de Fevereiro. O funeral realizou-se esta manhã para o Cemitério de Beja.

À família enlutada apresento as minhas sentidas condolências.

 

Havia anos que não ia ao Cabanitas. No início do ano e antes de ser internado no hospital resolvi ir lá cortar o cabelo. Foi o Senhor Manuel Martins que mo cortou. Quando, da segunda-feira da semana passada, fui colocar o cateter, voltei a encontrá-lo – foi fazer o mesmo. Na altura, falei com ele e com a esposa, que me descreveram o seu percurso desde que no início do verão quando começou a sentir-se doente. Só em Janeiro é que lhe foi diagnosticada a doença. Esta semana, na segunda e na terça-feira voltamo-nos a encontrar na quimioterapia. Esta manhã um colega de trabalho informou-me que ia a enterrar esta manhã. Não queria acreditar, porque, apesar de ter percebido que a sua situação era bastante grave, já tinha dado como adquirido que nos iríamos continuar a encontrar nos tratamentos. Não pude deixar de lhe ir dizer o último adeus. 

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por Zé LG às 22:28

Domingo, 24.02.13

Um passo decisivo

A cirurgia é um passo do processo de combate ao cancro. É um passo muito importante, podendo mesmo ser decisivo para o desfecho final.

No meu caso, foi feita há precisamente um mês. Espero que tenha sido feita a tempo. Mais depressa não podia ter sido.

Foi mais demorada, porque os diagnósticos – colonoscopia e tac – apontavam para que o tumor se localizasse no cólon ascendente e, uma vez aberta a barriga, não foi aí encontrado, tendo a incisão de ser aumentada para o encontrar no ângulo esplénico, na vertente do transverso. Ou seja, em vez de se encontrar no lado direito da barriga encontrava-se no lado esquerdo.

Segundo me informaram esta falha na localização do tumor, na colonoscopia , deveu-se ao facto da sonda não passar o tumor e ter-se considerado que este se encontraria na parte final (a contar do recto) do cólon. Aliás, a colonoscopia tinha um ponto de interrogação na localização referida.

Por isso, a Dr.ª Fátima Caratão, que me operou, no dia seguinte ao da intervenção, quando me foi ver logo de manhã e me informou de como tinha ela decorrido, disse que, apesar daquela discrepância, “foi feito o que tinha de ser feito”, como já por várias vezes aqui tenho referido.

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por Zé LG às 11:23

Sexta-feira, 22.02.13

Faz hoje um mês...

... que dei entrada no Hospital de Beja para ser operado, dois dias depois, ao meu cancro no cólon. Felizmente a operação correu bem e a recuperação também tem estado a correr bem. Parece que foi detectado ainda a tempo...

Foram 11 dias de internamento, a maioria dos quais sem poder comer nada (perdi cinco quilos), com bastantes dores nos dois ou três dias após a cirurgia, que não me deixavam mudar da posição de pau para o ar, mas em que nunca me senti ir abaixo, sempre me mantive calmo e com boa disposição.

Foi bom saber que "o que tinha de ser feito foi bem feito".

O internamento hospitalar para uma cirurgia é comparável à entrada num avião para fazermos uma viagem - entramos, perdemos o controlo da situação, que fica nas mãos na equipa de pilotagem e colaboradores, e quando aterramos (saímos da operação) e pomos os pés em terra sentimos um enorme alívio e sensação de de renascemos...

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por Zé LG às 17:38


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