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O meu cancro


Quinta-feira, 08.06.17

COM CANCRO EM FASE TERMINAL E MESES DE VIDA... SUBIU AO TOPO DO MONTE EVERESTE

DAQqmzbW0AELF9X.jpgIan Toothill, de 47 anos, foi diagnosticado com cancro no intestino em junho de 2015. Ainda entrou em remissão no ano seguinte, tendo-lhe mesmo sido comunicado que tinha conseguido "vencer" a doença. No entanto, um novo diagnóstico derrotou a esperança, sendo informado que a sua doença não só tinha reaparecido como estava agora numa fase terminal.

O diagnóstico em 2016 trouxe tudo menos boas notícias. Foi-lhe dito que tinha apenas “alguns meses de vida”. Mas Toothill recusou-se a 'entregar os pontos'. Em fevereiro, em entrevista a uma rádio da BBC em Sheffield, disse estar “determinado a provar que tudo era possível”. E meteu-se ao caminho.

Treinador pessoal escalou os Himalaias no passado e decidiu agora cumprir um dos itens da “sua lista de desejos”: chegar ao topo do Monte Evereste. A escalada tinha começado 16 de maio e, esta segunda-feira, dia 5 de junho, alcançou o cume. Tal como tinha planeado e sonhado. Revelou precisamente aquilo que tinha vontade de mostrar na entrevista: determinação.

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por Zé LG às 16:58

Segunda-feira, 16.03.15

COEFICIENTE DE CAGAÇO AUMENTOU

Constitui lugar comum dizer-se que nada voltará a ser como dantes quando algo de muito grave acontece. É lugar comum mas é também a realidade o que acontece quando se tem um cancro. Exemplifico com o meu caso. Quase não me lembro que fui operado há dois anos para me ser retirado um tumor e que fiz quimioterapia durante seis meses. Mas sempre que sinto qualquer mal estar ou dor, principalmente na barriga, tendo sempre a relacionar isso com o cancro. Será que me livrei mesmo totalmente dele é a dúvida que se me coloca. É por isso que digo que o coeficiente de cagaço aumentou.

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por Zé LG às 23:35

Quinta-feira, 05.03.15

SEGUIREMOS

Este é um vídeo que foi feito pelo cantor Macaco com trabalhadores e pacientes do 8ª andar (oncologia) do hospital infantil San Juan de Dios em Barcelona para recolher fundos para a investigação do câncer.

Cada vez que abras o vídeo entrarão 5 centimos para a causa, assim que espero que o abra e que o reenvie a todos seus amigos. É por uma boa causa.

http://www.youtube.com/watch_popup?v=8WATgU5PduE&feature=youtu.be


Dra. Esther Banús Gasol
Adjunto del Servicio de Anestesiología
Hospital San Juan de Dios - Barcelona
Tel. 936 009 791 Fax: 932 532 149

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por Zé LG às 23:59

Sábado, 24.01.15

FUI OPERADO A UM CANCRO HÁ DOIS ANOS

Fez hoje dois anos que fui operado a um cancro no cólon. A oportunidade com que foi feita a operação terá sido o mais determinante para me salvar. Se tivesse demorado mais e se a doença tivesse avançado mais talvez as coisas não se tivessem passado da mesma maneira.

A intervenção correu bem, apesar de ter sido maior do que a inicialmente esperada, porque a localização do tumor era diferente da diagnosticada.

Dois anos depois, quase não me lembro e parece-me que foi há muito mais tempo. Mas fazendo um esforço de memória lembro-me das dores que senti nessa noite, que quase não me deixaram dormir.

Nessas alturas sentimos como somos insignificantes. Sem praticamentre nada podermos fazer e sem a atenção e o apoio que gostaríamos de sentir e ter. Isto apesar de ter sido sempre bem tratado. Não tem a ver com o apoio profissional mas com as circunstâncias em que nos encontramos e nos sabia bem ter algum mimo... Mas também, nessas alturas, apetece-nos estar sós, quer para descansar, quer para reflectir.

Recordo ainda os dois companheiros de infortúnio, que me ladeavam na enfermaria, mais velhos e em estados bem mais complexos e graves, que já lá estavam e que que por lá continuaram quando tive alta.

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por Zé LG às 23:02

Sexta-feira, 09.01.15

FEZ HOJE DOIS ANOS QUE ME FOI DIAGNOSTICADO O CANCRO

Há precisamente dois anos, que a primeira colonoscopia que fiz acusou "Neoplasia (exofítica) no ascendente" do cólon - "Lesão vegetante circunferencial e estonesante de ascendente (?), não ultrapassável".
Para que não subsistissem dúvidas, perguntei, em tom afirmativo, um cancro, não é?
Logo nessa altura fui informado que deveria ser operado o mais depressa possível; que, sendo uma situação grave, não era das mais graves porque não ficaria com saco; e que poderia ter de fazer algum tratamento depois da operação, dependendo dos resultados desta e dos vários exames.
Encarei a situação com naturalidade surpreendente – porque, não tendo encomendado o cancro, tinha agora era de ver se me safava – e concentrei-me no processo que me levaria à operação no mais curto espaço de tempo, para ver se me via livre do “bicho” antes que ele me devorasse. Parece que consegui.

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por Zé LG às 23:58

Sábado, 09.08.14

A vida continua

Faz hoje um ano que fiz o último tratamento de quimioterapia (http://omeucancro.blogs.sapo.pt/11528.html).

E por cá continuo e quase sem efeitos secundários do tratamento. Do cancro julgo que me vi livre. Pelo menos deste… Sinto-me como se nada tivesse tido.

Infelizmente nem todos os companheiros de infortúnio podem dizer o mesmo. Alguns não podem mesmo dizer nada. Outros continuam a sofrer da doença ou dos efeitos do tratamento. Para eles e as suas famílias (que também sofrem, por vezes até mais que os doentes) vai o meu pensamento.

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por Zé LG às 19:19

Sexta-feira, 31.01.14

De regresso a casa

Há precisamente um ano, a esta hora, tive alta do Hospital Distrital de Beja, onde fui operado a um cancro no cólon e estive internado 10 dias.

Na altura senti que tinha tido "ordem de soltura", porque, por melhor que sejamos tratados - e eu fui bem tratado por todos -, sentimo-nos sempre com a nossa liberdade condicionada.

Foi bom voltar a casa para junto dos que mais amo. Os meus pequenotes estranharam e sofreram com a minha ausência e receberam-se com um misto de surpresa e desconfiança. A alegria e os mimos vieram depois.

O pior das condições de acolhimento deste hospital são as casas de banho. Em situação de tanta fragilidade como a que nos encontramos quando estamos enfermos termos de utilizar aquelas casas de banho não ajuda nada o estado de espírito.

Continuaram na enfermaria os dois companheiros de infortúnio que já lá se encontravam quando fui internado. Uns dias depois quando lá voltei, encontrei-os bastante melhores do que no dia em que saí.

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por Zé LG às 17:06

Quarta-feira, 22.01.14

Fui internado há um ano

... no piso 2 do Hospital Distrital de Beja, para ser operado a um cancro no cólon. A tarde foi ocupada com preparação, análises e rx ao torax.

Fiquei situado entre dois idosos, que já lá estavam há algum tempo, com problemas bastante graves. Falavam pouco e sofriam e queixavam-se muito.

Sentia alguma ansiedade pelo que se iria passar e como me iria aguentar. A informação não ajudou meuito, porque foi sendo prestada a conta-gotas e em cima dos acontecimentos.

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por Zé LG às 10:15

Sexta-feira, 10.01.14

Foi assim que soube que tinha um cancro

Neoplasia (exofítica) no ascendente.

Lesão vegetante circunferencial e estenosante de ascendente (?), não ultrapassável - biópsias. Sem outras alterações. Referencio P C. Cirurgia.

 

Foi isto que, fez ontem um ano, a Dr.ª Maria Lopes Salazar escreveu no relatório da colonoscopia que me fez. Acrescentou, depois na conversa que teve comigo, que, independentemente do resultado das biópsias, devia ser operado rapidamente, para evitar o bloqueio do intestino.

Lembro-me do ar incrédulo da médica e da enfermeira perante a calma com que recebi o diagnóstico. Nessa altura a minha única preocupação era o de conseguir ser operado o mais depressa possível, tal como me disseram, para ver se me safava antes que fosse tarde.

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por Zé LG às 00:26

Terça-feira, 31.12.13

Este ano começou a querer acabar comigo

Este ano que está prestes a findar começou mal. Foi-me diagnosticado um cancro no cólon.

A marcação rápida da cirurgia e o facto desta ter corrido bem terão evitado males maiores.

Depois foram seis meses de quimioterapia. Não foram fáceis, mas perante o menú do que poderia acontecer, que me apresentaram, até correu bem porque os inúmeros possíveis efeitos secundários não se fizeram sentir e os que se manifestararm aguentei-os sem sofrimento por aí além. 

Este ano, por isso (e não só, mas essas são contas d'outro rosário...) não foi bom. Até porque preocupou muita gente que me é querida e perturbou, por vezes, algumas relações importantes na minha vida.

Mas continuo VIVO e, até ver, sem resquícios da doença que me atingiu.

A todos os técnicos de Saúde que tão bem me assistiram, mais uma vez, o meu OBRIGADO!

À minha família que tanto me apoiou o meu OBRIGADO, também!

A todos os que se interessaram pelo meu estado ou que me manisfestaram a sua solidariedade, pelas mais diversas formas, o meu reconhecimento.

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por Zé LG às 01:51


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